A abertura oficial da colheita da soja no Rio Grande do Sul, que aconteceu dia 29 de março em Tupanciretã, município da região central do Estado, foi um espaço de avaliação da safra pelo presidente da Aprosoja/RS, Décio Teixeira. De acordo com ele, nos próximos anos o Estado terá condições de passar o Paraná em quantidade de produção do grão.

Teixeira avalia que a safra gaúcha foi marcada pela forte estiagem e pelos ataques de pragas, principalmente da Helicoverpa armígera e da falsa medideira.

– Parece que houve um desequilíbrio ambiental. Isso não chegou a comprometer, mas reduziu, em parte, a expectativa de produção – afirma.

Segundo Teixeira, a cidade de Tupanciretã está com um bom desempenho e deve colher cerca de 60 sacas por hectare devido ao bom manejo técnico das plantações e quantidade de chuva favorável. Ele salienta, entretanto, que em outros lugares do Estado é possível encontrar agricultores colhendo metade do valor, o que pode puxar o cálculo final para baixo, em comparação ao ano passado.

De acordo com o Teixeira, a queda de preço é normal no começo da safra, mas a expectativa dos produtores é que os valores de venda do produto sejam bons, embora a cotação do dólar tenha caído consideravelmente.