Foram aprovados nesta quinta, dia 27, pelo Conselho Monetário Nacional, as propostas de preços mínimos dos cereais de inverno, culturas regionais e laranja.

O preço mínimo do trigo foi corrigido em 5%, de R$ 31,86 a saca de 60 quilos para R$ 33,45/60 kg, o que corresponde a R$ 557,50 por tonelada, para a classe Pão, tipo 1, na região Sul.

– Este preço está sintonizado com o custo da cultura e, desta forma, o governo garante a remuneração ao produtor – esclarece o ministro da Agricultura, Neri Geller.

O reajuste do trigo para a próxima safra causou descontentamento ao setor. O presidente da Comissãode Trigo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Hamilton Jardim, diz que o novo valor representa um desestímulo à produção nacional do cereal.

A entidade pediu 17% de aumento, de R$ 531 para R$ 653 por tonelada. Jardim afirmou ainda que para o produtor vender a produção pelo valor do novo preço mínimo, seria necessária uma produtividade média de 57 sacas por hectare apenas para cobrir os custos de produção. A produtividade da última safra no Estado ficou em 50 sacas por hectare.

O preço mínimo da laranja foi reajustado em 13%, passando de R$ 10,10 a caixa de 40,8 kg para R$ 11,45 a caixa. O presidente da Câmara Setorial da Citricultura, Marco Antônio dos Santos, diz que o setor esperava um preço minímo de 13 reais para caixa de 40 Kg. Ele afirmou que o preço definido pelo governo não leva em consideração a colheita e o transporte da fruta. Em algumas regiões, o custo de produção varia de R$ 13 a R$ 17. O ponto positivo é o fato que o preço mínimo passa a valer para os produtores de todo o país, e não apenas os agricultores de Minas Gerais e São Paulo.

Foram também definidos os preços mínimos para sementes de aveia, cevada e triticale, com reajuste médio de 14,55%, e ainda novos valores para aveia, canola, cevada, girassol e triticale.

Alho, cacau, cera de carnaúba, castanha de caju, casulo de seda, guaraná, mamona e sisal tiveram os preços modificados. Estes produtos são de expressão regional e possuem grande importância sócioeconômica, em virtude de serem demandadores de mão-de-obra.

A vigência dos preços mínimos depende da publicação das portarias pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, cujo processo já está em andamento.